20060104

o meu voto: breve interregno político

Que belo timing o deste click da Carla Carvalho Tomaz, hoje no Público:

[Legenda: Jerónimo garantiu que a sua candidatura "não é uma candidatura de um homem só". ]

Já se sabe que a esquerda literária de peso está com Alegre, e aí dificilmente se conseguem roubar votos. A de fraldas, numa rara união Lindor-Dodot, com Soares. O Lux vota Louçã.
Quanto ao resto-dextro, Balsemão e Saraiva têm conseguido uni-lo na perspectiva de um cofiar comum da paternal rabeca de Cavaco.
Vai daí que, num golpe de génio que o distancia muitas jardas de anteriores cassetes, Jerónimo, com o seu melhor sorriso amarelo, tenha partido à descoberta de um eleitorado de peso que se julgava perdido para estas lides. A avaliar pela cara da senhora, é possível que os milhões de leitores da Margarida tenham feito o vice-versa e descoberto, eles sim, uma nova tendência. Retro-cool: votar PC!
Quem mais se lembraria de cativar o eleitorado light?
Gente gira, pá. Coisas loucas.
Eu voto nesta foto para cartaz de campanha JÁ.